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Publicado em 21 de setembro de 2019, por Redação com ass. de imprensa

Recuperar parte da história da obra feita por um mestre do paisagismo. Esse foi o desafio que a paisagista mineira Nãna Guimarães assumiu para a 25ª edição da CASACOR Minas Gerais. A profissional é responsável por dois projetos nesta edição:  Jardim Burle Marx, que se trata na verdade do restauro do projeto original elaborado por Roberto Burle Marx, e o Jardim das Bromélias.

Além disso, Nãna ainda colaborou com outros ambientes da mostra, produzindo dois jardins verticais, uma de suas especialidades, que podem ser conferidos na Praça do Café, assinada por Rodrigo Aguiar e na Área de Convivência, de Bárbara Barbi, Jéssica Sarriá e Murad Mohamad. Mas a maior responsabilidade desta edição foi assumir o restauro do projeto original de Burle Marx. Ocupando uma área de 400 metros quadrados, o jardim estava bastante descaracterizado e precisou ser inteiramente reconstruído. Nãna teve acesso ao projeto original e pesquisou bastante sobre o universo do paisagista e das espécies escolhidas por ele para aquele local.

Para recriar parte desse ambiente datado da década de 1950, instalado dentro um  bosque com total de 5 mil m² de área, Nãna Guimarães mergulhou fundo no universo do paisagista, que sempre manteve um forte diálogo com a arquitetura modernista da época. Além disso, precisou superar a maior dificuldade do trabalho, que foi o de encontrar as espécies nativas brasileiras utilizadas por Burle Marx.

Além do Jardim Burle Marx, Nãna Guimarães também assina o Jardim das Bromélias. Assim como no primeiro projeto, a inspiração vem do famoso paisagista, que era um profundo admirador das bromélias e chegou a catalogar 500 espécies nativas do Brasil. A ideia central desse ambiente é o de impactar as pessoas com as mais de 600 plantas que compõe o espaço e desmitificar a fama que o gênero ganhou, de maneira incorreta, ao ser classificada como vilã em tempos de surto de dengue.

*Imagem divulgação


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