Na contramão do silêncio imposto às vozes originárias, a executiva Daniela Robledo resolveu transformar escuta em ação. Depois de uma imersão no Festival Indígena União dos Povos (FIUP), onde conheceu pessoalmente Xinã Yura Yawanawá e Érica Txivã Roni, nasceu um projeto que une arte, engajamento social e mobilização coletiva. O resultado da experiência é um leilão de arte beneficente marcado para o dia 16 de agosto, na Galeria Borogodó, em São Paulo. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia pelo site umainc.com.br/brasil.
A proposta é simples e poderosa. Promover um encontro entre diferentes saberes, colocando o ancestral e o contemporâneo, o artístico e o político em diálogo direto, com impacto concreto para comunidades indígenas. Toda a renda arrecadada será destinada a projetos definidos em conjunto com representantes originários. “Não é sobre reparação. É sobre igualdade. É sobre entender que, se cada um fizer o que pode, conseguimos fazer do todo um mundo melhor”, afirma Daniela, que também é líder de inovação no Rock in Rio e fundadora da Sol de Sustentabilidade e Energia Solar.
O evento conta com apoio da UMÃ Incorporadora, que lança na ocasião o selo Compromisso com o Brasil, uma nova frente voltada ao incentivo direto a causas sociais e culturais. A programação traz ainda a participação do artista visual André Dutra, que irá criar uma obra inédita ao vivo durante o leilão. Dutra integra uma linhagem de oito gerações de artistas brasileiros e é conhecido por obras que unem materiais da construção civil a experimentações táteis e visuais.
A noite encerra com apresentação musical de Chico Chico, filho da cantora Cássia Eller, que se junta à causa com um show especial. Música, arte e consciência se entrelaçam neste encontro que propõe não apenas uma nova forma de mobilização, mas também uma nova forma de olhar. Para dentro, para o outro e para o país que habitamos.
