Publicado em 28 de novembro de 2018, por Patricia Zanotti

A delicadeza dos fios que tecem a seda foi o ponto de partida para a criação da nova coleção HStern, cujas joias são tramadas por fios leves e flexíveis de ouro amarelo.

Crédito: Divulgação

Processos artesanais, respeito pelo tempo – da Natureza ou do trabalho de manufatura – e a  nobreza dos materiais são sutilezas que unem o mundo da seda e o universo da joalheria.

Enquanto os bichos-da-seda são cuidadosamente cultivados para dar origem ao cobiçado tecido, nos ateliês da joalheria o tempo corre cuidadoso enquanto artesãos tecem fios de ouro para dar forma a joias de elaboração sofisticada e estruturas pouco convencionais.

O rico imaginário do enrolar e fiar, em processo contínuo de torção e extensão levou à concepção de joias-casulo, que seriam construídas a partir de fios flexíveis de ouro amarelo.  Reproduzindo o processo natural de formação dos casulos, teias de ouro trabalhadas pelas mãos do homem compõem joias volumosas e inexplicavelmente leves.

O vasto repertório de formas construídas gerou mais de uma dezena de modelos diferentes de brincos. Bordados suspensos no ar. Alguns ganham contornos orgânicos como os casulos da seda, enquanto outros brincam com contrastes entre a estrutura geométrica e os movimentos imprevisíveis do fio maleável. Evocam pagodes orientais – as estruturas arquitetônicas em forma de torres comumente vistas em templos religiosos do Japão e outros países Asiáticos onde a cobiçada seda teve sua origem cercada de mistérios.

Earcuffs com pares assimétricos completam o leque de brincos da coleção, que se unem a dois colares: em um deles, fios de ouro amarelo caem como uma cascata sobre o colo, enquanto a chocker, completamente maveável quando fora do corpo, se constrói estruturada ao vestir o pescoço. Em comum, todas as joias SEDA por HSTERN oferecem estruturas aeradas que enfeitam o corpo feminino com leveza inexplicável.


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